BLOCO IV – GÁS NATURAL

EXPLORAÇÃO

O mercado brasileiro de gás natural tradicionalmente vem sendo atendido pela oferta doméstica e pelo gás natural importado da Bolívia. Na última década, com a construção de terminais de regaseificação, o gás natural liquefeito (GNL) também passou a ser uma potencial fonte de suprimento, particularmente para o atendimento de usinas termelétricas. Hoje o país também é suprido pela produção de gás natural oriunda o pré-sal.
Há, portanto, uma série de possíveis origens de suprimento, num contexto de crescimento da produção nacional, de aumento da produção de gás não convencional nos Estados Unidos, Austrália e Argentina, e de expiração de um dos contratos de suprimento de origem boliviana.
Os temas deste tópico têm por objetivo levantar as discussões que podem afetar o suprimento de gás, considerando as mudanças no mercado internacional, como aquelas promovidas pelo shale gas norte-americano, bem como as perspectivas regionais (América Latina) e locais, em particular no que se refere ao pré-sal.

Produção – Brasil

Importação

Não-convencionais


INFRAESTRUTURA

A indústria de gás natural é composta por uma série de segmentos que se interconectam a fim de permitir que o gás produzido seja processado e movimentado de modo a alcançar os consumidores do produto. Há, portanto, a presença de ativos de infraestrutura nos distintos segmentos da cadeia de valor do energético, desde sua produção até a entrega aos consumidores finais. A utilização eficiente e a realização de investimentos em ativos de infraestrutura são aspectos críticos não apenas para viabilizar o desenvolvimento de novos mercados de gás natural, como também para promover o crescimento ou mesmo dar sustentabilidade aos mercados existentes. O acesso a infraestruturas essenciais (dutos de escoamento, plantas de processamento e terminais de regaseificação), ao transporte e à distribuição de gás é condição necessária para permitir o desenvolvimento de um mercado mais competitivo.
A discussão a respeito da utilização da infraestrutura reveste-se de grande importância, particularmente num contexto em que se busca atrair novos agentes para a consecução de investimentos na indústria, por meio da introdução da competição nas diferentes atividades da cadeia.

Infraestruras essencias

Transporte

Estocagem Distribuição


INTEGRAÇÃO GÁS ELETRICIDADE E INDÚSTRIA

A geração termoelétrica a gás natural vem se tornando cada vez mais relevante para o suprimento de energia elétrica. No Brasil o tema ganha importância porque surge como uma alternativa energeticamente segura e ambientalmente adequada para ampliação da oferta de energia elétrica e também como “âncora” para o desenvolvimento de mercado de gás e projetos de produção de gás doméstico e importação de GNL. Alem disso, empreendimentos industriais também podem ser condiderados como âncoras para a expansao da infraestrutura de gás natural, pois possuem elevado consumo firme para viablizar projetos.
A necessidade de se ampliar a sinergia entre a indústria, o setor elétrico e o de gás natural tem se mostrado cada vez mais importante e o debate das questões apontadas para este tema tem como objetivo não só diminuir a assimetria de informação entre estes mercados, mas também apontar caminhos para a utilização sustentável do gás natural como alternativa para a geração de eletricidade e como combustível e materia prima para o setor industrial.


INTEGRAÇÃO GÁS ELETRICIDADE


INTEGRAÇÃO GÁS INDÚSTRIA


MERCADO E PLANEJAMENTO

A indústria de gás é intensiva em capital e os investimentos apresentam retorno de longo prazo. Por esta razão, as decisões finais de investimento nas distintas atividades da cadeia são impactas não apenas pelo ambiente institucional e regulatório vigente, mas também pelas perspectivas de desenvolvimento da indústria.
Este bloco tem como objetivo discutir diferentes cenários mercadológicos para o gás natural, tanto no âmbito nacional, como regional e internacional, considerando os aspectos tecnológicos, ambientais, sócio-econômicos, institucionais, entre outros, que podem alterar o perfil de consumo e produção de gás natural.

Cenários Oferta vs. Demanda

Usos do gás

Comercialização:


AVALIAÇÃO ECONÔMICA E FINANCEIRA DE PROJETOS

O mercado de gás no Brasil vem consolidando e este processo deve se acelerar a partir da aprovação da nova legislação para a indústria. Como reflexo deste novo ambiente, investimentos vêm sendo realizados por novos e antigos atores em toda cadeia de valor do gás natural, desde a atividade de escoamento até novos projetos de geração térmica.
Um entendimento mais aprofundado do quadro tributário, econômico e financeiro, por meio da apresentação de projetos existentes/potenciais ou de estudos específicos pode servir como guia e apontar o melhor caminho para o desenvolvimento do setor, incentivando investimentos em toda sua cadeia de valor.


REGULAÇÃO

A indústria brasileira de gás natural tem passado por um importante processo de transformação. O reposicionamento da Petrobras permitiu a inserção de novos agentes em diferentes segmentos desta indústria. Em paralelo, a inciativa Novo Mercado de Gás, que agora se desdobra nas discussões do PL 6.407 no Congresso Nacional, objetivou a discussão de aperfeiçoamentos no marco legal da indústria do gás natural, com o objetivo de torná-la mais dinâmica, competitiva e com maior liquidez.
No âmbito do programa Novo Mercado de Gás foram discutidos e propostos aperfeiçoamentos no texto legal que objetivam dinamizar as distintas atividades da cadeia de valor do gás natural. Como consequência desta alteração no marco legal, será necessária a proposição de novas normas ou a revisão da regulamentação vigente. Neste sentido, é fundamental realizar uma ampla discussão dos temas objeto de regulação, de modo a contribuir para o estabelecimento das novas regras necessárias para o desenvolvimento da indústria de gás.


GNL


ASPECTOS REGIONAIS E GLOBAIS

COMITÊ TÉCNICO

Bloco IV – Gás Natural

Nome
Marcelo Ferreira Alfradique (Chair)
Adrianno Farias Lorenzon
Alexandre Szklo
Alvaro Tupiassu
Camila Schoti
Celso Silva
Cesar Dias Ramos
Clayon Rodrigues Cintra
Erick Gonzales
Gabriel de Figueiredo da Costa
Guilherme Penteado
Guilherme Perdigão Nasicmento
Jorge Delmonte
José Manuel Galindo Soler
Melissa Cristina P. P. Mathias
Patricia Brunet
Rogerio Manso
Thiago Ivanoski
Empresa
EPE
ABRACE
PPE/COPPE/UFRJ
Petrobras
Eneva
Golar
Momentum Energia
Petrobras
Equinor
EPE
GNA
Shell Brasil
IBP
Repsol Sinopec
ANP
ExxonMobil
ATGás
EPE

Temário
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