GÁS NATURAL E ENERGIA | Rio Oil and Gas 2020

GÁS NATURAL E ENERGIA

Aspectos regionais e globais

O mercado brasileiro vem se inserindo cada vez mais no mercado global de GNL. A ampliação dessa oferta de gás importado tem, cada vez mais, incorporando características do mercado global ao desenvolvimento do mercado brasileiro. Além disso, regionalmente, temos forte interação com a Bolívia pelo Gasbol, e com o mercado argentino. Tendo esse pano de fundo, a apresentação de trabalhos que avaliem esses mercados e seus impactos em nossa indústria certamente enriquecem os debates sobre gás natural.


Avaliação econômica e financeira de projetos

O mercado de gás no Brasil vem se desenvolvendo de forma acelerada nos últimos anos, e a expectativa é que esse processo ganhe ainda maior impulso com a aprovação da nova Lei do Gás. Como reflexo deste novo ambiente, mais investimentos vêm sendo realizados por novos e antigos atores em toda cadeia de valor do gás natural, desde a atividade de escoamento até novos projetos de geração térmica.

Um entendimento mais aprofundado do quadro tributário, econômico e financeiro, por meio da apresentação de projetos existentes/potenciais ou de estudos específicos que apresentem, de forma concreta, os desafios que precisam ser superados. Estes podem servir como guia e apontar o melhor caminho para o desenvolvimento do setor, incentivando investimentos em toda sua cadeia de valor.


GNL

O GNL tem se mostrado como uma importante fonte de suprimento para o mercado brasileiro, sendo prioritariamente utilizado para o suprimento na geração térmica. Nesse contexto, o entendimento do funcionamento desse mercado, com um olhar mais aprofundado sobre cenários de oferta e demanda, perspectivas de preços, questões comerciais e novos desenvolvimentos tecnológicos são extremamente relevantes.


Indústria

A demanda de gás natural é hoje um dos principais desafios para o desenvolvimento do mercado brasileiro de gás natural. Nesse contexto, o setor industrial tem um papel extremamente relevante tanto por sua escala, como pelo fato de ser um consumidor firme, o que para o produtor doméstico de gás associado se apresenta como uma importante característica para a monetização desse gás. As discussões deste tema têm uma grande relevância para qualquer debate sobre a abertura e competitividade do mercado brasileiro de gás natural.


Infraestrutura

A indústria de gás natural é composta por uma série de segmentos que se interconectam a fim de permitir que o gás produzido no upstream seja processado e movimentado até chegar aos consumidores. A utilização eficiente e a realização de investimentos em ativos de infraestrutura são aspectos críticos para a monetização do gás natural, que depende também da existência de demanda para viabilizar esses investimentos.

O acesso a infraestruturas essenciais (dutos de escoamento, plantas de processamento e terminais de regaseificação), aos dutos de transporte e à distribuição de gás é condição necessária para permitir o desenvolvimento de um mercado aberto, dinâmico e competitivo.

Por isso, a discussão sobre a infraestrutura reveste-se de grande importância, particularmente num contexto em que se busca atrair novos agentes e mais investimentos para o setor, incentivando a competição nas diferentes atividades da cadeia.


Integração gás eletricidade

A geração termoelétrica a gás natural tem desempenhado um papel relevante para o suprimento de energia elétrica. No Brasil se apresenta como uma alternativa que promove a segurança na oferta de energia e pode servir de “âncora” para o desenvolvimento de mercado de gás, de projetos de produção de gás doméstico e de importação de GNL.

A necessidade de se ampliar a interação entre o setor elétrico e o setor de gás natural tem se mostrado cada vez mais importante, e o debate das questões apontadas para este tema tem como objetivo não só diminuir a assimetria de informação entre estes mercados, mas também apontar caminhos para a utilização sustentável do gás natural como alternativa para a geração de eletricidade e como combustível/matéria prima para o setor industrial.


Oferta de gás natural

O mercado brasileiro de gás natural tradicionalmente é atendido pela oferta doméstica e pelo gás natural importado da Bolívia. Na última década, com a construção de terminais de regaseificação, o gás natural liquefeito (GNL) também passou a ser uma importante fonte de suprimento, particularmente para o atendimento de usinas termelétricas. Hoje o país também é suprido pela produção de gás natural oriunda o pré-sal.

Há, portanto, uma série de possíveis origens de suprimento, num contexto de crescimento da produção nacional e de maior inserção do mercado brasileiro de gás no mercado global.

Os temas deste tópico têm por objetivo levantar as discussões que podem afetar o suprimento de gás natural para o Brasil, considerando as mudanças no mercado internacional, como aquelas promovidas pelo shale gas norte-americano, bem como as perspectivas regionais (América Latina) e locais, em particular no que se refere ao pré-sal.


Regulação

A indústria brasileira de gás natural tem passado por um importante processo de transformação. O reposicionamento da Petrobras permitiu a inserção de novos agentes em diferentes segmentos desta indústria.

Com a recente aprovação da Lei do Gás (Lei 14.134/21) e do Decreto que regulamenta essa Lei (Decreto 1073/21) temos um fundamental aperfeiçoamentos no quadro legal, que dinamiza as atividades desenvolvidas ao longo da cadeia de valor do gás natural. Como consequência desta alteração no marco legal, será necessária a proposição de novas normas ou a revisão da regulamentação de diversos dispositivos vigentes. Neste sentido, é fundamental realizar uma ampla discussão dos temas que serão objeto de regulação, de modo a contribuir para o estabelecimento de um ambiente de negócios que atraia novos agentes e promova investimentos para o setor.


Mercado e planejamento

A indústria de gás natural é intensiva em capital com investimentos com retorno de longo prazo. Por esta razão, as decisões finais de investimento nas distintas atividades da cadeia são impactadas não apenas pelo ambiente institucional e regulatório vigente, mas também pelas perspectivas de desenvolvimento da indústria.

Este bloco tem como objetivo discutir diferentes cenários mercadológicos para o gás natural, tanto no âmbito nacional, como regional e internacional, considerando os aspectos regulatórios, tecnológicos, ambientais, socioeconômicos, institucionais, entre outros, que podem alterar o perfil de consumo e de oferta de gás natural.

COMITÊ TÉCNICO

Gás Natural e Energia

Nome
Marcelo Alfradique (coordenador)
Aldo Júnior
Alexandre Salem Szklo
Alexandre Szklo
Camila Schoti
Celso Silva
Cesar Dias Ramos
Claudia Brun
Edmar Luiz Fagundes de Almeida
Fernanda Delgado
Gabriel de Figueiredo da Costa
Guilherme Perdigão Nasicmento
Joisa Dutra
Jorge Delmonte
Lívia Amorim
Melissa Cristina Pinto Pires Mathias
Rafael Senna Santos Imbuzeiro
Rivaldo Moreira
Thiago Ivanoski Teixeira
Empresa
EPE
MME
COPPE/UFRJ
PPE/COPPE/UFRJ
Eneva
New Fortressenergy
Momentum Energia
Equinor
IE/UFRJ e IE/PUC-Rio
FGV Energia
EPE
Shell Brasil
CERI FGV
IBP
Souto Correa Advogados
ANP
Petrobras
Gas Energy
EPE

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