MIDSTREAM E DOWNSTREAM | Rio Oil and Gas 2020

MIDSTREAM E DOWNSTREAM

DISTRIBUIÇÃO DE COMBUSTÍVEIS

O setor de distribuição no Brasil inclui mais de 160 agentes, que estão presentes em todos os estados brasileiros.

O Distribuidor de Combustíveis é reponsável por buscar o derivado de petróleo (óleo diesel, gasolina, querosene de aviação) e o biocombustível (etanol e biodiesel) onde quer que eles sejam disponibilizados pelos produtores, utilizando diversos modais (caminhão, trem, balsa ou navio); formula os produtos finais; certifica sua a qualidade; armazena na quantidade necessária para garantir o abastecimento e otimiza os processos logísticos a fim de diminur custos, garantindo que não falte produto para o consumidor.

Os Distribuidores abastecem diariamente quase 40 mil postos revendedores em todo o país, além de grandes indústrias, empresas aéreas, órgãos públicos (hospitais, corpo de bombeiros, delegacias), sempre acompanhando o desenvolvimento de novas tecnologias, as melhores práticas de mercado e as diretrizes estabelecidas pelo governo para comercialização de combustíveis no país.

O debate sobre as oportunidades e dos desafios enfrentados pelos dos agentes que atuam no setor de distribuição e revenda para a operacionalização ininterrupta do abastecimento nacional, sobretudo considerando os aspectos regulatórios em discussão, bem como as tendências em termo de mobilidade, merecem especial atenção.


GLP

O setor de GLP (Gás Liquefeito de Petróleo) no Brasil comporta 21 empresas distribuidoras, mais de 70 mil revendedores e 100 mil pontos de venda.
O GLP é utlizado em 95% das residências brasileiras especialmente para a cocçao de alimentos. O produto está presente em todos os municípios e tem mais capilaridade no Brasil do que a energia elétrica e água encanada.
Além disso é um dos combustíveis fósseis mais limpos da nossa matriz energética.
Assim, promover uma análise aprofundada das perspectivas de suprimento de GLP no país com o reposicionamento da Petrobras é extremamente relevante.
Este debate deve incluir ainda uma análise do uso de novas tecnologias de produção e da importância da qualidade de produto e da segurança dos processos, para atendimento ao consumidor final.


LUBRIFICANTES

O segmento de lubrificantes é composto por aproximadamente 10 mil produtos registrados, são mais de 200 importadores e quase 200 produtores de óleos básicos e acabados.
Também atuam no setor os coletores e rerrefinadores que exercem as atividades de coleta, reprocessamento e transformação dos resíduos dos óleos lubrificantes usados ou containados (OLUC) em óleos lubrificantes básicos.
As perspectivas de suprimento de óleo básico no país, diante do reposicionamento da Petrobras e das tecnologias avançadas de produtos disponíveis no mercado externo, é assunto prioritário do mercado de lubrificantes.
Somam-se ainda os desafios pertinentes a autoregulação do mercado e a revisão de aspectos regulatórios que atestam a qualidade dos produtos comercializados no país, além do atendimento às normas ambientais e de segurança estabelecidas para os setores de lubrificantes e aditivos.
O debate sobre estes aspectos faz-se oportuno e relevante.


PRODUÇÃO E IMPORTAÇÃO DE DERIVADOS

Considerando o atual contexto de reorganização do setor de downstream, faz-se relevante uma análise aprofundada das oportunidades e desafios da produção e importação de derivados de petróleo, a partir da análise dos cenários de oferta e demanda no Brasil e no mundo, e o debate sobre possíveis novos modelos de negócios a serem adotados no país
Também é válido acrescentar a esta discussão o entendimento do impacto do uso de novas tecnologias de produção, da digitalização da indústria, dos novos padrões ambientais, de segurança e de qualidade de produto, dentre outros aspectos, que podem influenciar a entrada de novos agentes no mercado.


TERMINAIS

Para fomentar a competição entre os agentes atuais e futuros do setor de downstream brasileiro, sempre com vistas a priorizar os interesses do consumidor final, não podemos deixar de fora o debate sobre regras de acesso à terminais que possam conferir transparência e segurança jurídica ao investidor, bem como uma análise das condições de segurança adequadas à atividade.


BIOCOMBUSTÍVEIS

O Brasil tem uma vocação natural para os biocombustíveis e o Programa RenovaBio foi instituído com a proposta de mitigar os desafios impostos pelas mudanças climáticas.
No entanto, há espaço para a avaliação de um planejamento integrado que valorize todos os recursos energéticos do país, incluindo a análise de novas tecnologias de combustíveis renováveis, bem como da qualidade dos produtos comercializados no país, inclusive considerando as diretrizes estabelecidas pelo Proconve para a redução de emissão de poluentes.


INFRAESTRUTURA E LOGÍSTICA

A disponibilidade de infraestrutura é um dos pontos cruciais para a construção de um mercado mais aberto e competitivo e a discussão sobre este assunto faz-se especialmente oportuna neste momento de reorganização do mercado e passa pela identificação dos gargalos logísticos existentes, dos investimentos necessários para atendimento à demanda futura do ciclo otto e ciclo diesel e também pelo o estímulo à concorrência via importação e cabotagem.


ESTRUTURA DE PREÇO

Os derivados são commodities comercializadas internacionalmente e, dessa forma, a discussão sobre uma estrutura de preços que confira previsibilidade e transparência é fundamental para a atração de novos agentes para o setor de downstream. Este debate deve incluir não só uma análise da efetividade de mecanismos de amortecimento, bem como da importância da adoção de preços com alinhamento à paridade internacional, dentre outros aspectos.

ESTRUTURA DE PREÇO

ESTRUTURA DE PREÇO / MECANISMO DE PREÇOS / MECANISMO PARA FORMAÇÃO DE PREÇO


MERCADO IRREGULAR

Sonegação, adulteração de produtos, roubos de cargas e furtos de dutos, causam enormes prejuízos ao erário, ao meio ambiente, ao consumidor final e à concorrência.
Neste contexto, promover o debate de propostas de simplificação da complexa estrutura tributária atual e de leis que possam coibir práticas irregulares e promover um ambiente concorrencial justo e atrativo aos necessários investimentos, faz-se relevante e deve contar com a participação da sociedade como um todo.

COMITÊ TÉCNICO

Midstream e Downstream

Nome
Sheyla Oliveira (coordenadora)
Adrian Calcaneo
Alexandre Pereira
Altino Marques
Ana Mandelli
Ana Paula Caldas da Cunha
Angela Oliveira da Costa
Barbara Bortolin
Barbara Cristina Pessoa Câmara
Bruno de Oliveira Pinheiro
Camilla Rodrigues Affonso
Carla Imbroisi
Carlo Faccio
Daniella Dalla Maestri
Danielle Conde
Eraldo Porto
Erica Saiao Caputo
Felipe Perez
Fernanda Delgado
Flavia Takafashi
Gabriel Menezes
Gabriela Navarro
Giancarlo Passalaqua
Giovanni Cavalcanti Paiva
Haroldo José Torres da Silva
Helder Queroz Pinto Junior
Iara Schimmelpfeng
Juliana Nascimento
Leonardo Abubakir Braga
Luciano Libório
Luciano Lozekan
Luciano Rodrigues
Marcelo Gauto
Marcos Rego
Marisa Maia de Barros
Milena Mansur
Norma Souza
Pedro Mathias Costa
Pedro Rodrigues
Pietro Adamo Sampaio Mendes
Rafael Ottaiano
Ricardo Franca Nunes da Rocha
Rogerio Gonçalves
Sergio Araujo
Sergio Massilon Martins
Empresa
BR Distribuidora
IHS Markit
Abiove
Transpetro
ABD/IBP
Braskem
EPE
Prumo
Ipiranga
ANTAQ
Leggio
ABD/IBP
Combustível Legal
Petrobras
ANP
Assessoria Consultores em Energia
BR Distribuidora
IHS Markit
FGV Energia
SNPTA/Ministério Infraestrutura
BR Distribuidora
World Fuel Services (Tobrás)
IBP
ABTP
PECEGE
IE/UFRJ
Petrobahia
EPE
Braskem
Raízen
UFF
Única
Petrobras
Petronas
MME
Abicom
Consultora
Raízen
CBIE
MME
FECOMBUSTÍVEIS / SINDTRR
Ipiranga
Petrobras
Abicom
Brasilcon

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