Descomissionamento de ativos nacionais de E&P deve movimentar US$ 5 bi nos próximos quatro anos | Rio Oil and Gas 2020

Descomissionamento de ativos nacionais de E&P deve movimentar US$ 5 bi nos próximos quatro anos

09/12/2020

“A atividade de descomissionamento de ativos de E&P deve movimentar US$ 85 bilhões nos próximos dez anos, globalmente. E no Brasil, onde é mais recente, espera-se cerca de US$ 5 bi em quatro anos, considerando plataformas, poços e equipamentos subaquáticos, aproveitando também os recentes avanços regulatórios, como a resolução 817 da ANP. A sessão “O potencial da indústria de descomissionamento no Brasil e no mundo”, que ocorreu nesta tarde na Rio Oil & Gas, reuniu especialistas para analisar perspectivas e cases, que envolvem desafios e riscos para tomada de decisão e execução, rígidos requisitos de segurança ambiental e operacional, mas também grandes oportunidades.

George Oliva, E&P Lead Project Manager da Shell Brasil e moderador do painel, destacou os valores envolvidos diante dos avanços regulatórios neste campo nas áreas produtoras de óleo e gás. “As regras estão mais claras, temos bons sinais. No Brasil, onde a discussão é mais recente, esperamos até U$ 5 bilhões nos próximos quatro anos”. Álvaro Luis Ranero Celius, diretor de projeto da divisão de Upstream da Repsol (B29 Mexico Exploration Americas), reforçou a dimensão da atividade e sua integração na estratégia da empresa. “Não precisamos reinventar a roda, apenas simplificar da forma mais segura e que destrave valor. Investir em P&D, usar a tecnologia, trabalhar colaborativamente com o mercado, numa aliança com a cadeia de suprimento”, resumiu.

Gordon Carlile, gerente de Exploração da BP Exploration, promoveu o case da plataforma fixa The Miller, que começou a ser descomissionada em 2017 no Mar do Norte. Além de mostrar como o pacote tecnológico foi um facilitador para o projeto, do planejamento à relação com fornecedores e à remoção das estruturas, ele destacou a importância da colaboração e interação com reguladores, operadores e toda a cadeia de suprimento envolvida.

Eduardo Hebert Zacaron Gomes, gerente geral de Descomissionamento da Petrobras, apresentou um caso nacional, da plataforma semissubmersível P-12, no campo de Marlin, que em 31 anos de operação produziu mais de 120 milhões de barris de petróleo, sendo 30 mil por dia em seu pico. O descomissionamento seguiu todos os requisitos regulatórios e envolveu até uma licitação internacional para a contratação dos serviços de retirada de 32 risers, 350 km de tubos flexíveis e 45 km de estruturas rígidas. Zacaron lembrou que a empresa divulgou esta semana um plano de aposentar 18 plataformas até 2025.”

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